André Brito

Professor de Língua Inglesa e Portuguesa, pós-graduado em Gestão e Orientação Educacional, designer, fotógrafo e escritor.

QUEM SOU

Casado, pai de três, André Brito, professor há 20 anos, graduado em Letras, pós-graduado em Orientação Educacional, concursado, chegou em Cidade Ocidental em 1982 e desde então tem desenvolvido relevantes projetos nas áreas de Educação e Cultura no município.

Ocupou cargo de Superintendente de Cultura e Diretor do Centro Interescolar de Línguas de Cidade Ocidental, onde tem orgulho de ter revolucionado o ensino de idiomas na região, abrindo mais de 1500 vagas para as pessoas da comunidade, de todas as idades, fazendo com que a escola crescesse mais de 700% em número de alunos, professores efetivos e oferta de cursos.

Comunicador e influenciador digital, foi agraciado com duas moções de aplausos na Câmara Legislativa do Distrito Federal por sua atuação como influenciador digital no Entorno e homenageado pela Câmara de Vereadores de Cidade Ocidental com o título de Cidadão Ocidentalense por seus serviços prestados à cidade.

Profissões

Professor

Comunicador

Orientador Educacional

Gestor

Ocupações

Diretor do Centro Interescolar de Línguas

(De 2017 a 2020)
Como gestor ampliei a oferta de vagas aos cursos de idiomas do CILCO, oferecendo pela primeira vez, aulas para adultos à noite, nos cursos de libras, espanhol e inglês e cursos de idiomas para professores do município; conseguimos a nomeação de servidores efetivos para a instituição, totalizando 80% do quadro de servidores com profissionais concursados; criei um sistema gratuito e on-line de preenchimento de diários e informatizei as inscrições para os cursos, podendo ser feitas à distância e trouxemos mobiliário novo para todas as salas de aula em 2019.

Superintendente (diretor) Municipal de Cultura
(2012)
Gestão, Planejamento, Implantação, Execução e Avaliação das políticas públicas de fomento e incentivo às artes e à cultura local em conjunto com outros órgãos municipais, produção de eventos culturais no munícipio, em parceria com a Secretaria de Educação; na época gerenciamos inúmeros projetos socioculturais de grande relevância para a cidade.

Professor de Língua Inglesa, Portuguesa e História
(Ao longo de 20 anos em diversas escolas)
Preparação e planejamento de aulas idiomáticas; elaboração de projetos pedagógicos, escolares que inserem a comunidade no contexto escolar; aulas dinâmicas e reflexão sobre o papel das línguas inglesa e portuguesa como instrumentos de libertação sociocultural, além da abordagem gramatical e linguística sobre o idioma.

Além das aulas, desenvolvi projetos escolares, publicados na revista Nova Escola em Dezembro de 2006, feitos em conjunto com a comunidade nas áreas de Cultura Negra, nas disciplinas de Língua Estrangeira e eventualmente História Moderna e Contemporânea.

Coordenador de Organizações não-Governamentais fui coordenador da Central Única das Favelas – CUFA em Cidade Ocidental onde desenvolvi aulas de inglês em caráter voluntário, elaboração e execução de projetos socioeducativos para as comunidades do Entorno do DF com interlocução junto aos Ministérios da Justiça e Cultura, Secretaria de Segurança Pública do DF e Prefeitura de Cidade Ocidental/GO.

Cidade Ocidental

INTRODUÇÃO: Esses escritos se destinam a informar as pessoas sobre a História da Cidade Ocidental e suas curiosidades. Obviamente não serão relatos definitivos, tendo em vista a ausência de pesquisa histórica sobre o Município. Alguns textos já foram escritos de forma “artesanal” e já circularam pela Cidade, com a intenção de contar essa história.

Os textos que disponibilizarei aqui, foram escritos por mim, e são passíveis de alguns erros, sem intenção, é claro. Relatam fatos a partir de meu ponto de vista e todos são livres para contestar e acrescentar fatos e opiniões.

CONTEXTO: Devido às expectativas geradas pela promessa de vida melhor na Capital do País, que à época tinha pouco mais de dezesseis anos, a demanda por novos núcleos habitacionais começava a se expandir para as regiões circunvizinhas de Brasília. O número de imigrantes vindos de diversos pontos do país não parou de crescer desde a construção da nova capital. Todos os anos, centenas, talvez milhares, chegavam de seus estados de origem, a fim de construir uma vida melhor nas proximidades de Brasília.

As cidades satélites já não conseguiam se expandir tão rapidamente para suprir as necessidades habitacionais de sua população. Em consequência, as cidades iam crescendo desordenadamente. Barracos amontoavam-se dentro de lotes, invasões de terras públicas começavam a surgir e também uma série de outros problemas de infraestrutura decorrentes do fato de a Capital do País ter sido planejada e construída para comportar apenas 600 mil habitantes para o ano 2000. Número esse, que hoje em dia já não corresponde com as projeções feitas à época.

Desmatamento da Cidade
Desmatamento da área destinada à construção da cidade

A CONSTRUÇÃO: Surgiu então a necessidade de construir núcleos habitacionais fora dos limites do Distrito Federal. Foi com esse espírito que surgiu a Cidade Ocidental, empreendimento erguido na fazenda Aracati de propriedade do Sr. João Batista, em 15 de dezembro de 1976. Nome herdado da construtora de propriedade de Cleto Meireles. Cleto usou recursos de divulgação bastante eficazes para a venda das primeiras casas. Divulgação maciça em rádio, TV e jornal. Meios usados em conjunto na época, apenas por grandes empresas.

No comercial veiculado na TV, no início da década de 80, um helicóptero sobrevoava as proximidades da Super Quadra 11, local onde havia o maior número de casas ocupadas. Via-se também o descampado onde se situaria a Super Quadra 17 e sua já conhecida caixa d’água. O comercial procurava mostrar as vantagens já existentes para o futuro morador, tais como rede elétrica, isenção de pagamento de taxa de água que perdurou até mais ou menos 1984, ônibus saindo para as principais cidades do DF à época (Gama, Plano Piloto e Taguatinga) e escolas de primeiro grau.

Com isso, as pessoas começaram a deixar as cidades onde já moravam, muitas em situação precária no DF, para vir em busca do sonho da casa própria. Houve uma época em que a cidade, devido à recessão econômica da década de 80, ficou praticamente vazia. Muitos moradores abandonaram suas casas, deixando assim, ruas inteiras com poucas famílias. Houve também uma série de despejos, resultado da falta de pagamento das prestações.

A construção das Super Quadras continuava. Depois da Construtora Ocidental, a Construmat, outra empresa de construção da cidade retomou os trabalhos. Sempre no final da tarde, vários caminhões carregados de peões que moravam em outras localidades, deixavam a cidade. Isso durou até que a última Super Quadra fosse construída.

LAZER E CULTURA: até o final da década de 1980, a cidade era apenas um núcleo. Finalmente no ano de 1989, elevou-se à categoria de Distrito de Luziânia. Nos endereços de correspondência, era imprescindível colocarmos: Cidade: Luziânia. Bairro: Cidade Ocidental. Fato que irritava e atrapalhava qualquer morador.

Enquanto isso, os cidadãos iam se mobilizando. Seja politicamente ou buscando formas de diversão. Frente à falta de opções de lazer, clubes noturnos surgiram e desapareceram. Alguns marcaram época. O pioneiro foi o Clube Vem Viver, localizado na SQ 13. O local reunia centenas de jovens em busca de diversão. Na época, final da década de 80, os ritmos do momento eram o Funk e o Rock’n’Roll, com destaque para as bandas nacionais que estavam surgindo na ocasião.

Antes havia outras casas noturnas, como a boate do Honorato (na SQ 11), a boate Zum Zum (na SQ 12) e o Sambaqui, também na SQ 12.

Confira depoimento de um dos fundadores da banda Nomes Feios concedida em 2010.

Havia outros locais na cidade, mas convém citar apenas os mais populares. Entre bailes, shows e concursos de dança, as brigas começaram a ficar frequentes nesses locais. Fato comum para lugares de grande rotatividade de pessoas. Mais tarde, o clube foi arrendado por Cid e Gina Lima. Pessoas bastante conhecidas por sua orientação política e seu envolvimento com o futebol e a Educação local. O estabelecimento ganhou novo nome. Passou a se chamar Hollyday e com isso ganhou notoriedade fora dos limites do futuro município por sua diversidade de eventos. Houve a realização de desfiles, matinês, concursos de dança, shows de artistas nacionais e de festivais de bandas locais.

Mais tarde a casa fechou. Outros clubes funcionaram no local. Hoje funciona uma Academia e antes funcionava uma igreja protestante. Fechou assim como o lugar que outrora fora chamado de Pizzaria Amore Mio. Anos antes da Holliday, esse local, localizado na SQ 16, abrigou bandas como Raulino e Squema Seis.

ARTES: A cena cultural na Cidade Ocidental passou a se desenvolver a partir dos anos 1980. A moda na época (final dos anos 1980) era organizar concursos de dança.

No início dos aos 1980, era moda aos finais de semana, ir para festas organizadas dentro do CEO. Pessoas como o DJ Sérgio “Bico Fino” (quem tem mais de 35 anos deve se lembrar dele), norador da SQ 16, juntava sua enorme aparelhagem de som e levava gratuitamente para o Colégio para animar as noites de sábado da galera. Ele foi pioneiro em matéria de discotecagem e repertório em Cidade Ocidental. Graças a ele as pessoas tiveram contato com os ritmos dançantes da época. Sérgio influenciou muitos DJs da época. Entre ele podemos destacar alguns: Marconi, que tocou na Boate Vem Viver e ainda anda por aí em seu carro de som, DJ Marinho, que tocou muitos anos na boate Hollyday, entre outros.

Havia dezenas de grupos de dança na cidade. Assim como há grupo de Axé e Funk hoje em dia, os grupos daquela época tinham sua torcida, seu uniforme, sua coreografia e suas músicas preferidas. O ritmo era o funk (Ritmo Americano, derivando do Rithmn & Blues, mais swingado com batidas dançantes que mais tarde originou o Rap). De lá pra cá, muita coisa mudou. A partir dos grupos de dança, surgiram os grupos de Rap. Estilo americano originário dos bairros negros dos Estados Unidos. Entre os mais famosos grupos de dança havia os Demo’s Funk. Liderados pelos irmãos Edílson e Edimilson. Pioneiros do estilo na cidade. Power Dance, seu maior concorrente e o Grand Masters Dance. Equipe novata na época, mas que proporcionou grandes momentos àqueles que gostavam do estilo “black” de dançar. Erroneamente associado à marginalidade, o estilo “funk de ser” tinha, inconscientemente o dom de fazer com que seus fãs desenvolvessem o espírito de equipe e tirar do ócio seus componentes. Prestou um grande serviço à comunidade, sem saber e sem ser devidamente valorizado e respeitado. Diversos projetos sociais, hoje em dia, utilizam dos mesmos fatores de motivação para executar seus projetos junto às comunidades, como a CUFA e o Projeto Casa do Hip-Hop.

Outros estilos também se destacaram. O Rock também marcou época. Simultaneamente ao advento de Legião Urbana e outros, a banda Nomes Feios surgiu para uma longa carreira. Marcelo, mais conhecido como “Zumby” foi o idealizador. Graduado em Estatística pela UnB, chegou a organizar e manter, junto com Roca Melo, o Grupo Guararapes de Escotismo. Uma alternativa ao conhecido ócio de nossa cidade e uma iniciativa inovadora que não encontrou par em nossa Cidade até hoje. São os moradores de nossa cidade buscando soluções e incentivando gerações a combater os males da sociedade “moderna”.

POLÍTICA: em 09 de dezembro de 1990, a Cidade Ocidental foi finalmente emancipada. Lideranças políticas decidiram que dois anos mais tarde, a cidade realizaria a primeira eleição municipal de sua história. Vários foram os candidatos a prefeito e vereadores. Enfim a cidade se tornara independente.

Em 03 de outubro de 1992 o povo dirigia-se às urnas do município para escolher aqueles que seriam os primeiros a administrar e legislar. Fato histórico sem precedentes na memória de seus moradores. Em 1º de janeiro de 1993, a cidade conheceu aqueles que fariam parte da primeira administração do município que vigorou de 1993 a 1997:

Prefeito:
Antônio Lima
Vice:
Professor Manoel de Lima

Vereadores:
Juscelino Ferreira
José Teotônio
Inácio Calazâncio
José Tavares
Darilho Antônio
Sônia de Melo
Luiz Vieira
Mauro Abadia
Agnaldo Pereira

Cidade Ocidental já está em sua sétima administração e oito prefeitos eleitos. Sônia Melo, vice de Plínio, assumiu a gerência da cidade quanto este faleceu em 2008, até o fim do mandato.

Gerir a cidade sempre foi um desafio para as autoridades locais. A falta de recursos e de experiência administrativa no início sempre representou um problema para seus dirigentes, considerando que a cidade sofre com arrecadação baixa de impostos locais e repasses que não condizem com a quantidade de habitantes que encontra divergências com os números colhidos pelo IBGE nos últimos censos.

PREFEITOS

ANTÔNIO LIMA (1992-1996)

MAURO ABADIA (1997-2000)

PLÍNIO ARAÚJO (2001-2004)

PLÍNIO ARAÚJO (2005-2008)

SÔNIA MELO (2008-2008)

ALEX BATISTA (2009-2012)

GISELLE ARAÚJO (2013-2016)

FÁBIO CORREA (2017-2020)

Símbolos de Cidade Ocidental

Conheça

Símbolos Municipais


Bandeira

Criada por Fernando Santana, a Bandeira Oficial do Município procurou exaltar a agricultura e o povo.

Brasão

Além de ter como símbolos os elementos que representam as riquezas da Cidade Ocidental, o brasão exalta datas importantes.

Hino

Para a escolha do Hino Municipal, foi realizado certame e o vencedor foi o poeta Jorge José.

Conheça nossa cidade

Cidade Ocidental em números


44

anos de fundação

71 mil

habitantes
(IBGE 2019)

390 mil

KM² /área

30 mil

eleitores

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