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Saiba como não cair em golpes pela internet

Em tempos de Fake News, quando a disseminação de notícias falsas contribui para a desinformação e caos, os golpes pela internet e telefone também cresceram exponencialmente durante a pandemia.

Os famigerados “Contos do Vigário”, como também são conhecidos os golpes, são velhos conhecidos dos brasileiros. Desde os tempos antigos, que nossos antepassados (e agora nós) convivem com essa modalidade de crime

Aproveitando-se da ingenuidade, da ganância, do desespero ou até mesmo, da vontade de ajudar das pessoas, os espertalhões criam uma estória convincente para fisgar os incautos. Mas, com um pouco de atenção e desconfiança permanente, você pode evitar cair em uma dessas estórias.

O advogado Rafael Brasil no ensina abaixo, como não cair nesse tipo de golpe, com informações coletadas pela Polícia Civil.

1. Golpe do “Bença, tia”
(O golpe pode variar de “tio (a), para pai ou mãe.)

O golpista liga para números aleatórios até alguém atender. Baseando-se no timbre da voz, o bandido começa a ligação dizendo “oi, tio (a)” ou “bença, tio (a)”.

Ele não se identifica, pois espera que a vítima chegue a falar o nome de um sobrinho, na tentativa de reconhecer quem está falando.

Se a vítima não o fizer, o golpista insistirá dizendo “Tio (a), não está me reconhecendo?”. Constrangida, a vítima arriscará um nome.

Com essa informação, o bandido se passará pelo sobrinho e fará pedidos do tipo:

“Tio (a), meu carro quebrou. Pode fazer uma transferência para eu pagar o reboque?” ou “Pode fazer recarga no meu celular?”

Ansiosa para ajudar, a vítima faz o que o bandido quer.

O que fazer:

  1. Desligue o telefone.
  2. Não passe nenhum valor para a pessoa.
  3. Para ter certeza, ligue para o verdadeiro sobrinho (no verdadeiro número dele, não naquele que você recebeu a ligação) e confirme se ele está precisando de algo.

2. Golpe do falso sequestro

Este golpe é parecido com o anterior, pois o bandido se baseia no nome de um parente que a vítima mencionar para continuar a encenação. Ao atender, alguém gritará algo do tipo:

Socorro! Me sequestraram! Me ajude!”

Com o nome do suposto sequestrado, o golpista faz as exigências.

O que fazer:

  1. Desligue o telefone.
  2. Não passe nenhum valor para a pessoa.
  3. Busque saber a localização e a situação do parente (filho, filha, marido, esposa etc.) cujo nome você deixou escapar.
  4. Peça a outra pessoa próxima que ligue, de outro telefone, para o número do falso sequestrador, só para ter certeza de que é um falso sequestro.

3. Golpe do cartão clonado

O (a) golpista, assim que a vítima atende, pergunta se ela emprestou o cartão de crédito para outra pessoa de outra cidade. Com a resposta afirmativa, o criminoso afirmará que o cartão de crédito foi supostamente clonado.

Para “confirmar a identidade”, o golpista pedirá várias informações como nome completo, RG, CPF, endereço e data de nascimento, inclusive dados confidenciais, como senha do cartão e o código de segurança.

Por fim, segundo a ligação, a vítima precisará escrever uma carta pedindo o cancelamento, lacrá-la em uma carta junto ao cartão e aguardar a ida de um “funcionário do banco” até a casa da vítima para recolhimento.

Com os dados obtidos pelo telefonema e o cartão em mãos, os criminosos fazem a festa às custas dos outros.

O que fazer:

  1. NUNCA passe senha ou qualquer informação sigilosa via telefone, mensagem de texto ou e-mail.
  2. NUNCA entregue seu cartão para ninguém desconhecido.
  3. Verifique antes via aplicativo do banco se realmente existem cobranças indevidas em seu cartão.
  4. Para ter mais certeza, vá até sua agência bancária.

4. Golpe do WhatsApp clonado

Golpistas não costumam ter dificuldades em conseguir números de telefone, mas aplicativos de venda, como o OLX, costumam fornecer facilmente esses dados, já que os vendedores oferecem o contato para potenciais compradores.

Para clonar um número de WhatsApp, o golpista baixa o aplicativo em um aparelho celular e cadastra o telefone da vítima. Cada número só pode estar cadastrado em um único telefone.

O dono deste número receberá um código de verificação de seis dígitos via SMS. Para conseguir esse código, o golpista se passará por um funcionário do aplicativo de vendas com a desculpa de ativar o anúncio somente depois de fornecer o código que ele acabou de receber.

Sem perceber que o código de WhatsApp nada tem a ver com o aplicativo de venda, a vítima fornece o código. Depois disso, a vítima perde o acesso ao WhatsApp, já que o criminoso transferiu o acesso para o celular em que está usando.

Passando-se agora pela vítima, o golpista enviará mensagens para contatos pedindo dinheiro. Para conseguir o valor, ele fornecerá contas bancárias que não são as da vítima.

O que fazer:

  1. Apps de venda não pedem este tipo de código para ativar anúncios, por isso desconsidere caso lhe seja solicitado.
  2. Habilite a opção de confirmação em duas etapas no WhatsApp. Quando você precisar cadastrar seu número novamente no aplicativo (caso troque de celular ou reinstale o app), ele exigirá uma senha de seis dígitos que somente você saberá.
  3. Se já caiu nesse golpe, peça a desativação temporária da sua conta de WhatsApp enviando um e-mail para support@whatsapp.com, explicando o que aconteceu e fornecendo seu número de telefone (+55-DDD-número).

5. Golpe do boleto falso

Boletos falsos podem ser fornecidos por sites fraudulentos ou chegar por e-mail, inclusive sem que peçamos. O golpista simula um boleto de um banco, mas o dinheiro pago irá para uma conta de seu controle.

O que fazer:

  1. Se você não esperava por esse boleto, tome cuidado.
  2. Confira as informações do boleto, conforme a imagem abaixo:

Ligue para polícia!

Se caiu em qualquer golpe, ligue para a Polícia Militar (190) ou a Polícia Civil (197).

Desconfie de grandes facilidades

Ser cauteloso não é defeito. Desconfie! Principalmente quando a oferta é muito boa. Golpistas tendem a ser bem vestidos, falar bem e geralmente não usam armas.

Não acredite também em pessoas muito bem intencionadas na Internet. Não é difícil encontrar vítimas de “príncipes e princesas encantadas”.

Busque a orientação jurídica de um advogado

Se você caiu em algum golpe, além da ajuda da Polícia, busque a orientação jurídica de um advogado para saber como conseguir reaver os prejuízos que tomou.

(Texto: Rafael Brasil).

Categorias:Noticias, Segurança Pública

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