Opinião: Coronéis do ramo empresarial

Wagner Cubilla *

É interessante ver como certas coisas caminham para o progresso e para o atraso ao mesmo tempo. No Entorno de Brasília, a cidade de Valparaíso de Goiás, é um bom exemplo disso.

Enquanto o município anda, cresce e se desenvolve, algumas famílias estão presas nas práticas de antigas oligarquias. Como os coronéis de antigamente, querem manter a cidade o mais atrasada possível para não perder o poder, mesmo com a incompetência ou falta de compromisso.

Política? Não, essas questões estão extrapolando a esfera partidária e virando praxe no ambiente empresarial.

Uma das áreas primordiais para qualquer administração pública é a conservação e limpeza da cidade. Empresas que cuidam desta área são responsáveis, entre outros, pelo bom andamento do cotidiano municipal e, em última instância, pelo bem estar dos moradores.

coronéis de antigamente, querem manter a cidade o mais atrasada possível
“Coronéis de antigamente, querem manter a cidade o mais atrasada possível”

Ocorre que uma velha família de Valparaíso de Goiás tem tentado colocar o cidadão em último lugar quanto ao seu bem estar, tentando assim garantir o bem estar dos diretores e familiares. A família Sarmento, essa que ainda não percebeu que já saiu do poder, quer mexer seus pauzinhos na política local na tentativa de monopolizar os serviços no município.

Seus tentáculos, que englobam empresas de construção, elétrica e até aluguel de equipamentos, estão se estendendo para a Câmara de Vereadores, sob o nome do segundo vereador da cidade a ser preso por corrupção.

São práticas antigas, dignas do século XIX, na ilusão cega e narcisista de tomar o poder e ganhar dinheiro por meio da força. Contratam defensores e apadrinham políticos para questionar decisões judiciais, tentando colocar o povo contra tudo o que consideram errado.

A empresa não vê limites. Após ser derrotada em licitação, questionou o processo e foi derrotada pela segunda vez. Segundo a decisão, a empresa não possui capacidade técnica para executar o serviço ao qual concorreu e sequer deveria participar da concorrência.

Tenta tratar os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário como um rebanho, possivelmente acostumados ao trato de gados nas suas inúmeras fazendas, compradas com o dinheiro do contribuinte.

Por outro lado, tentam denegrir a imagem do município para as outras cidades, bancando postagens e matérias para pintar Valparaíso de Goiás como o pior lugar do mundo.

Essa prática, além de ofender os moradores, ofende os seus próprios negócios, baseados na cidade e na região. Ofende ainda as possibilidades de crescimento do município, esteja ele sob qualquer governo, pois não enxerga nada à sua frente a não ser o seu frágil objetivo de manter o lucro a qualquer preço.

Triste é observar a cidade refém desse tipo de prática, abolida e rechaçada pela nossa república. Para seus acordos e leniências, vale a velha máxima: “Diz-me com quem andas e te direi quem és”.

  • Wagner Cubilla é jornalista.

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