Noticias

Carnaval – a festa da carne

Tem gente que não gosta de carnaval. Tem gente que é fanática e o tem como modo de vida, esperando ansiosamente pela festividade.

Alguns pensam que o Carnaval foi “inventado” pelos brasileiros, tamanha a popularidade da festa por essas bandas.

Na verdade, o Carnaval, do modo como o conhecemos, veio de hábitos praticados na Europa antiga. Ligado à religião e por causa dela, os três dias (e não mais do que isso, como gostam os baianos) que antecedem a Quaresma, período de total desapego às coisas mundanas e dedicação a orações e penitencias, sob pena de arder no “mármore”, são os dias que os velhos europeus dedicavam aos prazeres da carne, pois, quarenta dias de rezas, orações e penitências, para aquela sociedade, não eram brincadeira.

Na Roma antiga, era o período onde os escravos eram libertos temporariamente para fazerem o que quisessem. Os populares elegiam um rei de brincadeiras (Rei Momo) e seu cortejo corria a rua em meio a sacanagens e traquinagens.

Com o passar do tempo, foram adicionadas fantasias e criados os bailes de máscaras, onde os nobres escondiam a face em meio ao luxo da ocasião. Tudo para se diferenciar da ralé, que ficava na rua tocando o terror antes do inicio da Quaresma.

Embora criado em função da Semana Santa, o Carnaval não é tolerado pela Igreja Católica e por nenhuma religião por seu caráter mundano.

No Brasil a coisa tomou ares mais artísticos, quando os cariocas incorporaram o Samba e os desfiles de suas escolas, exportando a prática para São Paulo e alguns países da Europa, com suas fantasias luxuosas.

Hoje em dia temos os bailes de carnaval, blocos de rua e muitos aproveitam as festividades da carne para levarem essa concepção ao pé da letra. Nas festas de rua em muitas cidades, a coisas toma contornos dignos da descrição do inferno de Dante (A Divina Comédia) onde o povo urina na rua, assaltantes subtraem os pertences dos incautos, brigas acontecem a todo momento, a bebedeira desenfreada toma conta dos bairros, o vizinho aproveita para acabar com o seu sossego, aumentando o som no último volume.

Ao fim de tudo isso, ressacas monumentais, pessoas mortas e feridas, carros roubados, casas com seus muros urinados e governo tendo o maior trabalho para arrumar a bagunça.

As únicas festas de carnaval que são boas de ir são aquelas organizadas pela escola do seu filho, sob o cuidado e controle dos professores, ressaltando sempre o conceito original de diversão. Os pequenos adoram.

Não sou contra a festa. Sou a favor que se organize uma, mas com segurança, sem excessos, sem falta de educação ou violência. Se isso não for possível, é melhor desistir de organizar, pois se o povo não consegue jogar o lixo no lixo e não no meio da rua, se divertir com segurança então, está fora dos planos dos baderneiros.

Categorias:Noticias

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.